Quanto custa a falta na sua agenda — e como medir
A taxa de falta da clínica quase nunca está escrita em lugar nenhum. Dá para chegar nela em cinco minutos, com a agenda da semana passada.
Pegue a agenda da semana passada. Conte quantas consultas estavam marcadas, quantas aconteceram e, das que não aconteceram, quantas o paciente simplesmente não apareceu sem avisar. Esse último número, dividido pelo total de marcadas, é a taxa de falta. É um número que quase nunca está escrito em lugar nenhum.
A conta
- Consultas marcadas na semana × valor médio de uma consulta = o que a agenda previa.
- Faltas sem aviso × valor médio de uma consulta = a receita que a agenda previa e não entrou. Desconte os horários que a recepção conseguiu preencher no dia: o que sobra é a conta real.
- Faltas com aviso na véspera são diferentes: a vaga pode ser preenchida. O lembrete de 24 horas antes existe para que a falta apareça na véspera, e não no horário.
O que o número diz
Não existe taxa “normal”: depende da especialidade, do convênio e do dia da semana. O que importa é a sua, medida do mesmo jeito toda semana. Se ela cair e continuar embaixo por algumas semanas depois de uma mudança — lembrete, confirmação, encaixe —, a mudança valeu. Se não cair, não valeu, por mais que pareça moderna.
Um sistema de agendamento mostra a metade da frente disso sozinho, no painel do dia: quantas consultas hoje, quantas já confirmaram e quantas ainda não responderam. Mas a conta à mão, feita uma vez, já diz se o problema da clínica é a agenda ou é outro.